terça-feira, 1 de julho de 2014

Observar as singularidades para incluir

Vivemos ao longo dos anos um processo de inclusão social refletido nos paradigmas educacionais. Tal processo foi impulsionado ao longo da história por aqueles que encontraram maneiras de manifestar vossos anseios de convívio social e não somente aceitação de suas diferenças, mas os apoios necessários para superação das barreiras que impossibilitavam essa convivência.
O processo de inclusão exigiu da esfera educacional uma mudança nos paradigmas tradicionais e na perspectiva de modelos a serem seguidos, repetidos e reforçados. Com o advento da perspectiva inclusiva, procuramos investir na superação de tais barreiras, observando que não existem modelos e padrões únicos quando tratamos de pessoas em suas singularidades.
Uma ação pedagógica na perspectiva de uma educação inclusiva está pautada em um ensino para todos e no direito à diversidade, dessa maneira, buscará atualizar conceitos e formas metodológicas compatíveis com as necessidades apresentadas individualmente.
Cabe ao Atendimento Educacional Especializado- AEE em consonância com os professores da classe regular e equipe pedagógica elaborarem e organizarem recursos pedagógicos e acessibilidade que eliminem as barreiras e garantam a plena participação e permanência dos alunos, na rede regular, considerando suas necessidades especificas.
Diante de uma realidade que buscou por tanto tempo padrões ou semelhanças que possibilitassem classificar pessoas para agrupá-las, faz-se necessário manter os ideais de percepção da diversidade na qual cada indivíduo se mostra.


Viviane.

domingo, 15 de junho de 2014

ESTRATÉGIAS DE BAIXA TECNOLOGIA

         O recurso destina-se as crianças em idade de frequência escolar, que apresentem déficits comunicacionais e sociais, visando ampliação da comunicação e sua compreensão.
         O recurso é indicado para uso escolar, podendo ser explorado em outros ambientes.



         Para pessoas que não usam formas de comunicação convencionais como a oralidade, fazemos uso de formas de comunicação alternativa para garantir a comunicação de vossos desejos, opções, opiniões e mesmo a participação em um diálogo. A comunicação alternativa ao ser inserida deve ser significativa, utilizando objetos, representações, desenhos, até a compreensão de símbolos. Existem símbolos universais e padrões,mas como observamos nas imagens, foi estabelecido com os alunos durantes aulas de educação física, símbolos representativos da ações do aluno durante as aulas como pistas simbólicas de suas ações durante as aulas.

         Tais recursos são de baixa tecnologia, podem ser produzidos com papéis coloridos e constituem-se como facilitadores da comunicação quanto a ação pedagógica a medida que auxiliam na compreensão da ação a ser desenvolvida. Além de um recurso significativo de comunicação, aos alunos com TEA, o recurso tem ação semelhante as Rotinas, trazendo estabilidade ao aluno ao antecipar suas ações.

Viviane

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Deficiência Múltipla e Surdocegueira
Deficiência Múltipla
 É a associação entre             deficiências que afetam o     funcionamento individual e o relacionamento social (MEC/SEESP, 2002). É necessário atentar para dois aspectos: a comunicação e o posicionamento. Em geral, as deficiências associadas causam dificuldades para pessoa interagir socialmente.

Surdocegueira
É a junção da surdez e cegueira em uma pessoa. Essas perdas sensoriais causam necessidades de comunicação para o acesso às informações e a compreensão das mesmas na interação com o meio.  Suas necessidades especiais básicas são comunicação, localização e mobilidade.

 As necessidades básicas das pessoas com Deficiência Múltipla e das pessoas com Surdocegueira assemelham-se, pois  necessitam de ações diretivas para   construção e aprimoramento do          equilíbrio postural , coordenação motora, desenvolvimento da força muscular, estabelecimento de códigos comunicativos, articulação e harmonização dos movimentos...

Abordagem:
ü  Promover estratégias planejadas de forma sistemática;
ü  Estabelecer como prioridade a comunicação;
ü  Estabelecer rotina e comunicação adequada;
ü  Propor atividades multissensoriais com oportunidades de generalizações e atividades funcionais;
ü  Criar ambiente reativo com opções de escolha cujo objetivo seja o máximo de independência para uma vida autônoma;
ü  Disponibilizar recursos que favoreçam a aquisição da linguagem estruturada, verbal e gestual;
ü  Considerar e elaborar um currículo funcional.

segunda-feira, 24 de março de 2014

EDUCAÇÃO PARA PESSOAS COM SURDEZ
Profª  Viviane Ap. Rodrigues Teixeira Claudio

            A trajetória educacional das pessoas com surdez esteve fortemente alicerçada em contradições sociais ao longo da história. Essas ideias e concepções divergiam em relação à concepção sobre a comunicação entre pessoas surdas e pessoas oralistas, sempre um prevalecendo em detrimento do outro.
            Essa mesma história nos evidência como resultado desse embate histórico e social, a ineficácia da oferta pedagógica que demandou o repensar dessas práticas mediante as constatações sobre o baixo rendimento das pessoas surdas enquanto o foco era totalmente oralista.
            Modificar a história das pessoas com surdez requer não somente repensar sobre a conduta social, mas repensar nos modelos educacionais existentes.
            Para promoção de uma educação que vise romper com a defesa de uma única forma de comunicação faz-se necessário ressignificar a educação ofertada às pessoas com surdez e as concepções sobre essas pessoas, sua forma de comunicação, aprendizagem e afetividade.
            O essencial a perceber sobre as pessoas com surdez é notar que são indivíduos dotados de processos perceptivos que lhe dão potencialidade e usuárias e um sistema linguístico com características e estatus próprios, como afirma MIRLENE.
            Ressignificar a educação consiste em um processo de mudanças, na maneira como concebemos as pessoas com surdez, na aprendizagem e comunicação, não restritas a pessoas com surdez, mas abrangentes a todos que frequentam a escola.
            Requer propor o Atendimento Educacional Especializado em três momentos pedagógicos distintos, complementares e concomitantes, realizado por profissionais colaboradores com as práticas pedagógicas das classes comuns e articulados uns com os outros e com professores da classe comum, família, equipe gestora, alunos, intérprete, entre outros.
            No AEE o objetivo primordial deverá sempre ser a formação do ser humano e não simplesmente do aluno, com base em contextos significativos, com ações reflexivas com uma abordagem bilíngue, propondo uma articulação entre o significado concreto dos conceitos abordados do currículo escolar, promovendo a efetiva participação escolar da pessoa com surdez e seu pleno desenvolvimento.
            Dessa maneira, possibilitaremos novas práticas, divulgaremos novas condutas e exemplos de trabalho, cujo foco não será mais uma forma dominante e uma inferior de comunicação, mas a possibilidade de vida comum.